22092017luis-revolucao-russa

CineSesc e Boitempo apresentam mostra de cinema 100 Anos da Revolução Russa

No dia 28 de setembro, às 19h, o CineSesc apresenta o filme Aleksandr Nevsky, abrindo a mostra “100 Anos da Revolução de Outubro”

Redação/Hourpress

O evento integra o seminário internacional “1917: O Ano que Abalou o Mundo” promovido pelo Sesc São Paulo e a Editora Boitempo, reunindo mais de 30 conferencistas nacionais e estrangeiros.

Além do clássico de Serguey Eisenstein, a mostra traz mais seis produções do Mosfilm, legendadas em português, realizadas em distintas épocas.

Entre os prêmios internacionais recebidos pelos filmes que participam dessa mostra estão o Gran Prix do Júri do Festival de Cannes ganho por “Solaris”, de Andrei Tarkovsky; o Urso de Ouro do Festival de Berlim, dado para “A Ascensão” de Larissa Shepitko e a Menção Ecumênica do Júri do Festival de Montreal para “O Caminho Para Berlim” de Serguey Popov.

O CineSesc fica na Rua Augusta, 2075, telefone 11 3087-3577.

Filmes da Mostra

Os sete filmes apresentados nesta mostra são os seguintes:

Aleksandr Nevsky

Serguey Eisenstein (1938), comNikolay Cherkassov, Nikolai Oklopkov,

Andrei Abrikosov, Valentina Ivasjova, URSS, 108 min.

Na primeira metade do século 13, o príncipe russo AlexandrNevsky organiza um exército popular que derrota a invasão dos ancestrais das hordas hitleristas, os Cavaleiros Teutônicos. Com trilha musical de Prokofiev, o filme foi cuidadosamente restaurado em 2015.

Solaris

Andrei Tarkovsky (1972), comDonatasBanionis, NatalyaBondarchuck, JüriJärvet, URSS, 166 min.

 Grande Prêmio do Júri e Prêmio da Crítica Internacional, no Festival de Cannes, em 1972, baseado na novela de Stanislaw Lem, Solaris conta a história da investigação sobre um planeta dotado de inteligência capaz de penetrar no íntimo dos seres humanos e materializar clones de suas mais secretas lembranças.

Lenin em Outubro

Mikhail Roma (1937), com Boris Shchukin, Nikolai Okholopov, YelenaStratova,

URSS, 108 min.

Dez anos depois do “Outubro”, de Eisenstein, onde o protagonista são as massas trabalhadoras, Romm aceita o desafio de individualizar e dar vida à figura de Lenin.

Caminho para Berlim

Serguey Popov (2015), com Amir Abdykalov, YuriyBorisov, MaksimDemchenko. Rússia, 82 min.

Condenado por covardia ao fuzilamento, tenente russo tem várias oportunidades de escapar, enquanto cruza a estepe escoltado por soldado cazaque até o posto de comando. Baseado em escritos de KonstantinSimonov e EmmanuilKazakevich, o filme foi lançado por ocasião do 70º aniversário da vitória do Exército Vermelho sobre o fascismo.

Tratoristas

Ivan Pyryev (1939), com Marina Ladynina, Nikolai Kriuchkov, Boris Andreev,

URSS, 82 min.

De volta da guerra no Extremo Oriente, piloto de tanque 

se apaixona pela líder de uma equipe de tratoristas. A canção-tema que acompanha os créditos desta comédia musical se tornou um marcante sucesso popular.

A Ascensão

Larissa Shepitko (1977), com Boris Plotnikov, Vladimir Gostyukhin, Sergey Yakovlev, URSS, 111 min.

Durante a Segunda Guerra Mundial, dois partidários pró-soviéticos são presos por uma patrulha nazista. Sotnikov é fiel a suas crenças e se recusa a responder qualquer pergunta. Rybak, por outro lado, argumenta que, uma vez que não sabem nada, eles devem dizer-lhes tudo e fazer o que puderem para se manterem vivos. Ganhador do o Urso de Ouro do Festival de Berlim, em 1977

Sonhos
KarenShakhnazarov e Aleksandr Borodyansky (1993), com  AmaliyaMordvinova, OlegBasilashvili, ArmenDzhigarhanyan, Arnold Ides, Rússia, Cor, 78 min.

Na década de 90 do século 19, a condessa Prizorova sonha que é MashaStepanova, faxineira de um bar em Moscou, no ano de 1993. Em suas incursões ao futuro a aristocrata vê o marido vender fotos dela nua na rua, a fim de ganhar o dinheiro necessário para comprar comida pelos preços altamente inflacionados – com Yeltsin chegaram a 2000%. Mais tarde, os funcionários do governo a intimam a servir de atração sexual para convencer um representante do FMI a liberar os créditos prometidos, mas não concedidos à Rússia. Ácida reflexão de Shakhnazarov sobre o vazio moral e a imitação das piores práticas ocidentais produzidas na Rússia pela restauração capitalista.

Programação:

QUINTA – 28/09
19:00- ALEKSANDR NEVSKY (1938) P&B  – 108 min –
           Direção: Serguey Eisenstein
21:00- SOLARIS (1971) Cor  – 166 min
           Direção: Andrei Tarkovsky

SEXTA – 29/09
19:00 – LENIN EM OUTUBRO (1937) P&B – 108 min
           Direção: Mikhail Romm
21:00 – O CAMINHO PARA BERLIM (2015) Cor – 82 min
           Direção: Serguey Popov
23:00 – TRATORISTAS (1939) P&B – 82 min
           Direção: Ivan Pyryev

SÁBADO – 30/09
19:00 – A ASCENSÃO (1976) Cor – 111 min
           Direção: LarisaShepitko
21:00 – ALEKSANDR NEVSKY (1938) P&B  – 108 min
           Direção: Serguey Eisenstein
23:00 – SONHOS (1993) Cor – 75 min
           Direção e Argumento: Karen Shakhnazarov

DOMINGO – 01/10
19:00 – LENIN EM OUTUBRO (1937) P&B – 108 min
           Direção: Mikhail Romm
21:00 – TRATORISTAS (1939) P&B – 82 min
           Direção: Ivan Pyryev

TERÇA – 03/10
19:00 – O CAMINHO PARA BERLIM (2015) Cor – 82 min
           Direção: Serguey Popov
21:00 – A ASCENSÃO (1976) Cor – 111 min
           Direção: LarisaShepitko

QUARTA – 04/10
19:00 – SONHOS (1993) Cor – 75 min
           Direção e Argumento: Karen Shakhnazarov
21:00 – SOLARIS (1971) Cor  – 166 min
           Direção: Andrei Tarkovsky

Lista dos filmes, fichas técnicas e sinopses completas:

LENIN EM OUTUBRO (1937)
Mikhail Rommcom Boris Shchukin, Nikolai Okholopov, YelenaStratova, URSS, P&B, 108 min.

Sinopse
Neste clássico de Mikhail Romm, estamos em 1917. A Frota do Báltico e unidades do Exército estão sublevadas contra o governo Kerenski, unindo as vozes às dos operários e camponeses que exigem paz: a saída da Rússia da guerra mundial. Lenin chega a Petrogrado num trem vindo da Suiça e na reunião do Comitê Central, de 10 de outubro, derrota as resistências de Zinoviev, Kamenev e Trotsky para deflagrar a insurreição. Paralelamente, as forças contrar revolucionárias organizam uma caçada para matar o líder dos bolcheviques. Os acontecimentos se precipitam em ritmo veloz até o momento final: sob as bandeiras de “Pão, Paz e Terra!” e “Todo Poder aos Sovietes!”, a Revolução de Outubro triunfa.

Direção: Mikhail Romm (1901-71)
MikhailRommIlich nasceu na cidade siberiana de Irkutsk, serviu no Exército Vermelho durante a guerra civil, graduou-se em escultura pelo Instituto Artístico-Técnico de Moscou. Em 1931 ingressou no Mosfilm Estúdio, atuou como produtor e diretor. No Instituto de Cinematografia Gerasimov (VGIK), desde 1962, foi professor de proeminentes cineastas como Andrei Tarkovsky, GrigoriChukhrai, GlebPanfilov, ElemKlimov. Realizou 18 longas-metragens, entre os quais “Bola de Sebo” (1934), “Treze” (1936), “Lenin em Outubro” (1937), “Lenin em 1918” (1939), “Sonho” (1941), “Garota nº. 217” (1945), “Missão Secreta” (1950), “Nove Dias em Um Ano” (1962), “O Fascismo de Todos os Dias” (documentário, 1965). Recebeu o Prêmio Stalin nos anos de 1941, 1946, 1948, 1949, 1951. De seu filme “Sonho” disse o presidente Franklin Roosevelt: “é um dos maiores do mundo”.

Argumento Original: Alexei Kapler (1903-79)

Natural de Kiev, AlekseiYakovlevichKapler foi roteirista, ator, escritor, além de âncora e diretor do programa de TV “Kinopanorama” (1966-72). Em 1941, foi agraciado com o Prêmio Stalin. Entre os roteiros que assinou estão: “Lenin em Outubro” (Mikhail Romm, 1937), “Lenin em 1918” (Mikhail Romm, 1939), “Um Bom Camarada” (Boris Barnet, 1942), “Dia Após Dia” (documentário, Mikhail Slutsky, 1943), “Homem Anfíbio” (Vladimir Chebotaryov, 1962), “O Pássaro Azul” (George Cukor, 1976). Conta a lenda que, em desaprovação ao romance com sua filha Svetlana, Stalin enviou Kapler a um campo de trabalhos forçados (Vorkuta), em 1943. Mas a condenação foi por espionagem. Ainda que em favor dos aliados ingleses, a atividade não era bem vista na época. Kapler ocupou esse tempo trabalhando como fotógrafo.

Música Original: AnatoliAlexandrov (1888-1982)

Nascido em Moscou, Alexandrov completou os estudos de piano e composição no Conservatório daquela cidade, em 1916. Participou da 1ª. Guerra Mundial e lutou no Exército Vermelho, durante a Guerra Civil. Apresentou-se como concertista, anos seguidos, até 1974. Compôs sonatas para piano, obras para quarteto de cordas, óperas, canções e mais de 150 peças infantis. No cinema dedicou-se principalmente às trilhas para desenhos animados. “O Conto do Czar Durandae” (Zinaida e Valentina Brumberg, 1934), “Ivashko e Baba Yaga” (Zinaida e Valentina Brumberg, 1939), “Sarmiko” (Olga Khodataeva e Eugene Raikovski, 1952), “Irmã e Irmão AlyonushkaIvanushka” (Olga Khodataeva e Vladimir Danilov, 1953) são algumas que assinou. Escreveu as músicas de dois filmes de Mikhail Romm – “Treze” (1936), “Lenin em Outubro” (1939) – e do épico romântico “História do Norte” (Eugene Andrikanis, 1960).

Nota sobre “Lenin em Outubro”

Dez anos depois do “Outubro”, de Eisenstein, onde o protagonista são as massas trabalhadoras, Romm aceita o desafio de individualizar e dar vida à figura de Lenin. Em 1927, às voltas com a sua teoria sobre o “herói coletivo” e com as limitações do cinema mudo, Eisenstein mostra Lenin no filme, mas não consegue encaixá-lo no processo revolucionário que liderou. Realizado para as comemorações do 20º aniversário da Revolução, em 1937, o filme de Romm é o primeiro onde Lenin fala, pensa e interage como ser de carne e osso.

“Lenin em Outubro” e “Lenin em 1918”

O filme “Lenin em Outubro” termina com a vitória da Revolução, mas sua estabilização ainda demoraria três anos. Só em março de 1918, após isolar a oposição de Bukharin e Trotsky, Lenin pôde cumprir o compromisso de retirar a Rússia da guerra imperialista, mesmo tendo que ceder territórios à Alemanha. O ato selou a confiança dos trabalhadores, soldados e marinheiros nos bolcheviques, e garantiu apoio ao poder soviético quando as tropas da intervenção anglo-franco-nipo-polaca reforçaram os exércitos brancos que visavam restaurar a velha ordem. A guerra civil durou mais de 30 meses e terminou em novembro de 1920. O filme seguinte de Romm, “Lenin em 1918”, se baseia no atentado sofrido por Lenin, ocorrido naquele conturbado período.

ALEKSANDR NEVSKY (1938)
Serguey Eisenstein, com Nikolay Cherkassov, Nikolai Oklopkov, Andrei Abrikosov, Valentina Ivasjova, URSS, P&B,  108 min.

Sinopse
Na primeira metade do século 13, o príncipe Aleksandr Nevsky evita o confronto com os tártaros que impunham pesados tributos às cidades russas e concentra os esforços na organização de um exército popular que derrota uma ameaça mais perigosa: os temíveis Cavaleiros Teutônicos, que pretendiam se apossar do território russo, submetê-lo ao Sacro Império Romano-Germânico e erradicar sua cultura. Rodado por Eisenstein, em 1937-38, o paralelo que o filme estabelece entre aqueles invasores e as hordas hitleristas que se preparavam para devastar a URSS é cem por cento intencional, mas nem por isso menos rigoroso  do ponto de vista histórico. Com trilha musical de SergueyProkofiev,  “Aleksandr Nevsky” foi cuidadosamente restaurado pelo Mosfilm em 2015.
Direção, Argumento Original e Roteiro: Serguey Eisenstein (1898-1948)
SergueyMihailovitch Eisenstein nasceu em Riga, Letônia. Estudou arquitetura e engenharia no Instituto de Engenharia Civil de Petrogrado. Em 1918, alistou-se como voluntário no Exército Vermelho. Em 1920, ingressou no Proletkult,  atuando como cenógrafo e figurinista. Em 1923, publicou na revista LEF o artigo A Montagem das Atrações, dando início a uma vasta produção teórica sobre a linguagem cinematográfica. Estreou no cinema realizando o clássico ”A Greve” (1924).

Tornou-se mundialmente conhecido com “O Encouraçado Potemkin” (1925). Em seguida dirigiu “Outubro” (1927), “O Velho e o Novo” (1929), “Que Viva México!” (1931, inacabado), “O Prado de Bejin” (1935, inacabado), “Alexandre Nevsky” (1938), “Ivan o Terrível” (1944, 1945). Realizou também importante trabalho como professor do Instituto Estatal de Cinematografia (VGIK). Boa parte de sua obra teórica se encontra reunida nos livros “A Forma do Filme” (1929), “O Sentido do Filme” (1942) e “Memórias Imorais” (autobiografia, 1946). Em “Aleksandr Nevsky, Eisenstein contou com o apoio de PyotrPavlenko, na construção do roteiro, e DmitriVassilyev no trabalho de direção. Música Original: SergueyProkofiev (1891-1953)
SergueySergueievitchProkofiev nasceu em Donetsk, Ucrânia. Estudou piano e composição no Conservatório de São Petesburgo.

Um dos compositores mais celebrados do século 20, escreveu sinfonias, concertos para piano, óperas, balés e trilhas para cinema. Entre suas obras mais executadas estão as óperas “O Amor das Três Laranjas” (1921) e “Guerra e Paz” (1943), o balé “Romeu e Julieta” (1936), a composição infantil “Pedro e o Lobo” (1936). Desde 1918, viveu nos Estados Unidos, França e em turnês pelo mundo, até retornar à União Soviética no início dos anos 30 e fixar residência em Moscou. Sua primeira trilha para cinema foi a de “Tenente Kije”, comédia realizada em 1934 por Aleksandr Feintsimmer. Em 1938, compôs para Serguey Eisenstein a música do grande épico “Aleksandr Nevsky”. Em 1944, repetiu a dose com a trilha de “Ivan, o Terrível”. Sob direção do cineasta russo AleksndrRou, seu balé “Cinderela” foi para as telas em 1960.A música de Prokofiev está presente em mais de uma centena filmes, mesmo sem terem sido compostas especificamente para eles. Os exemplos vão desde “Calígula”, realizado em 1979 por Tinto Brass, a “10 Dias Que Abalaram o México”, de Peter Greenway (2015), passando por vários episódios da série “Os Simpsons”.

Prokofiev por Eisenstein
Por mais ridículo que possa parecer em face de meus outros camaradas, com “Aleksandr Nevsky” eu fazia a minha estreia no filme sonoro. Como eu gostaria de aproveitar para experimentar em paz, sistematicamente, tudo o que eu tinha armazenado em matéria de ideias e desejos depois de anos em que eu sonhava com o filme sonoro! O canhoneio do lago Hassan dissipa esses sonhos idílicos. Mordendo os dedos de raiva porque o filme não terminava, impedindo que o atirássemos como uma granada ao rosto do agressor, a equipe redobra de ardor em silêncio e o prazo impossível de término, dia sete de novembro, começa a repercutir em nossa consciência como realidade.

Confesso que, até o último dia, vivi com a ideia: “É impossível terminar o filme no dia sete de novembro, mas vamos terminar”.Com essa finalidade enfrentamos os mais pesados sacrifícios, ficamos prontos a renunciar a tudo o que nos havia seduzido no princípio da combinação luz-som. Num prazo tão rápido, parecia inconcebível chegar a fundir organicamente a música com a imagem, a descobrir e a resolver a maravilhosa sincronização interna das formas visuais e auditivas, isto é, realizar aquilo em que reside, no fundo, todo o segredo da ação combinada luz-som.

Precisávamos de tempo, de reflexão, de duas, três, vinte montagens. Como chegaria a música a se deixar fecundar pela imagem? Como ou, mais exatamente, quando chegaríamos a conseguir fundir aqueles dois elementos num só bloco?Foi aí que o mestre feiticeiro SergueyProkofiev acorreu em nosso auxílio.Quando este fabuloso musicista encontrou tempo para refletir sobre o espírito da obra, para compreender num simples esboço de montagem toda a lógica interna de uma cena, para repeti-la em termos de música, para traduzi-la numa orquestração prodigiosa e, durante as horas passadas no estúdio de gravação com Volski, o engenheiro de som, e Bogdankevitch, o operador, para harmonizar o método de gravação através de diversos microfones de uma maneira que até então não tinha sido feita entre nós?
Os prazos eram contados, mas podíamos dar-nos a todos os luxos: em toda passagem-chave, a combinação luz-som era elevada a um ponto tal que não teria sido possível obter em prazo três vezes maior. Deve-se isso a SergueyProkofiev que une a um talento brilhante um incrível brio profissional e o dom de realizar trabalho-relâmpago.(Extraído do artigo de Eisenstein “Patriotismo, Meu Tema”- editado em 1939).


TRATORISTAS (1939)
Ivan Pyriev, com Marina Ladynina, Nikolai Kriuchkov, Boris Andreev,
URSS, P&B 82 min.

Sinopse
KlimIarko, piloto de tanque que estivera servindo no Extremo Oriente, volta da guerra para retomar suas funções como mecânico de tratrores. Apaixonado pela lider de uma famosa equipe feminina de tratoristas, que possui inúmeros fãs e pretendentes, vai à sua procura. Mecânico experiente, Klim se desdobra para dar mais eficiência ao trabalho dos tratoristas e conquistar o coração de Mariana. A canção-tema que acompanha os créditos desta comédia musical se tornou um marcante sucesso popular.

Direção: Ivan Pyriev (1901-68)
Nascido na aldeia de Kamen-na-Obi, oeste da Sibéria, Ivan Aleksandrovich Pyriev iniciou a carreira no Teatro Proletkult, contracenou com GrigoriAlexandrov no curta-metragem “Diário de Glumov” (Eisenstein, 1923). Estreou como diretor de cinema com “Mulher Estranha” (1929). Em seguida vieram “Funcionário do Governo” (1930), “A Transportadora da Morte” (1933), “O Cartão do Partido” (1936). Entre os anos 1938-49 dirigiu sete musicais, “A Noiva Rica” (1938), “A Tratorista” (1939), “A Bem-Amada” (1940), “Encontro em Moscou” (1941), “Às Seis da Tarde, Depois da Guerra” (1944), “Conto da Terra Siberiana” (1947), “Cossacos de Kuban” (1949), dividindo com GrigoriAlexandrov a condição de diretor mais bem sucedido do país, no gênero.

Realizou também o drama de guerra “Os Partisans” (1942). Em 1951, dirigiu em parceria com o cineasta holandês Joris Ivens o documentário “Vitória da Amizade”. Em 1954, concluiu “Devoção”. Fundador da União dos Cineastas Soviéticos e membro do Soviete Supremo da URSS, Pyriev recebeu seis prêmios Stalin (1941, 1942, 1946, 1946, 1948, 1951) e foi diretor da Mosfilm Estúdios (1954-57). Sua produção no período kruschevista ficou restrita a cinco películas, três das quais adaptações dos clássicos de Dostoievsky – “O Idiota” (1958), “Noites Brancas (1959) e “Os Irmãos Karamazov” (1969), concluído por KirillLavrov e indicado ao Oscar de Melhor Filme Estrangeiro. As outras duas são “Nosso Amigo Comum” (1961) e “A Luz de Uma Estrela Distante” (1965).

Argumento Original: Eugene Pomeschikov (1907-79)
Eugene Mikhailovich Pomeschikov nasceu em Donetsk, Ucrânia. Em 1929, graduou-se no departamento literário do Instituto de Educação, em Odessa. Em 1936, diplomou-se em roteiro pelo Instituto de Cinematografia Gerasimov (VGIK), onde passou a lecionar a partir de 1948. Suas histórias focalizam quase sempre temas contemporâneos, tratados sob a forma de comédia. Escreveu para Ivan Pyriev os argumentos de “A Noiva Rica” (1938), “Tratoristas” (1939), “Conto da Terra Siberiana” (1947). Entre os 30 roteiros que assina, encontram-se também “Nós dos Urais” (Lev Kuleshov e Alexander Khokhlov, 1943), “Centro-Avante” (SemyonDerevyansky, 1946), “Verão Generoso” (Boris Barnet, 1950), “Canção do Pastor” (Andrei Frolov, 1956), “O Marinheiro do Cometa” (Isidoro Ann, 1958). 

Música Original: Dmitry Pokrass (1899-1978) e Daniel Pokrass (1904-54)
DmitryPokrass nasceu em Kiev, Ucrânia. Durante os anos 1914-17, estudou piano no Conservatório de Petrogrado e compôs canções para shows de variedades. Em 1919 se juntou ao Exército Vermelho. Por ocasião da tomada de Rostov (1920) pela Primeira Cavalaria, escreveu “Marcha de Budyonny”, que se tornou uma das primeiras canções soviéticas amplamente conhecidas. Em 1923-26, Pokrass serviu como regente titular e diretor musical do Teatro Hermitage, de Moscou. Entre 1932 e 1954, trabalhou em parceria com seu irmão, Daniel Pokrass, compondo música incidental para teatro e trilhas sonoras de filmes como “Caminhos do Inimigo” (Ivan Pravov, 1935), “Canção de Ninar” (DzigaVertov, 1937), “Balada do Cossaco Golota” (Igor Savchenko, 1937), “Se a Guerra Começa Amanhã” (L. Antsi-Polovski e G. Berezko, 1938), “Tratoristas” (Ivan Pyriev, 1939), “Uma Garota de Personalidade” (KonstantinYudin, 1938), “Kino-Kontsert” (IsaakMenaker e Adolf Minkin, 1941), “Tanquista” (ZinovijDrapkin e Robert Malman, 1942).

SOLARIS (1971)
Andrei Tarkovsky, com DonatasBanionis, NatalyaBondarchuck, JüriJärvet, URSS, Cor,166 min. Sinopse
Cientista enviado para investigar estranhos fenômenos ocorridos na estação espacial que orbita Solaris, reencontra ali a esposa que se matara há 10 anos. Depois de ser bombardeado com raios-x, o enigmático oceano que cobre o planeta parece dotado de alguma forma de razão com poderes para penetrar no íntimo dos seres humanos e materializar suas memórias, tornando-as reais através da criação dos “visitantes”. O filme recebeu o Grande Prêmio do Júri no Festival de Cannes em 1972.  Direção: Andrei Tarkovsky (1932-86)
Filho do poeta ucraniano ArsenyTarkovsky Aleksandrovich, Andrei nasceu no distrito de Volga, Rússia. Estudou música e pintura antes de ingressar no Instituto Estatal de Cinema (VGIK), em 1956.

Durante o curso, realizou sob a orientação de Mikhail Romm o curta “Hoje Não Haverá Saída Livre” (1959) e o média “O Trator e o Violino” (1960). Em 1961, rodou seu primeiro longa “A Infância de Ivan”, que recebeu o Leão de Ouro no Festival de Veneza. Dirigiu “Andrei Rublev” (1966), “Solaris” (1972), “O Espelho” (1974), “Stalker” (1979). Em conflito com as autoridades, mas não como “dissidente”, segundo insistia em afirmar, deixou a URSS em 1983 para residir na Itália. Dirigiu mais dois filmes: “Nostalgia” (1983) e “O Sacrifício” (1986). Suas concepções de cunho fortemente introspectivo e religioso sobre cinema e arte – “é com a ajuda do homem que o criador vem a conhecer a si próprio”, “um artista sem fé é como um pintor nascido cego” – estão reunidas no livro “Esculpir o Tempo”, lançado em 1985.
Argumento Original: Stanislaw Lem (1921-2006
StanisławLem nasceu em Leópolis, Polônia, hoje Ucrânia. Educado no catolicismo, tornou-se ateu: “por motivos morais … o mundo me parece construído de modo tão doloroso que eu prefiro acreditar que ele não foi criado intencionalmente”. Durante a ocupação nazista (1941-44), sobreviveu como mecânico de automóveis e participou da resistência. Depois da guerra, estudou medicina, mais tarde se tornou assistente de pesquisa e começou a escrever. Seus livros venderam mais de 45 milhões de exemplares. No ramo da ficção científica, com o qual se ocupou a maior parte do tempo, escreveu, entre outros, “Homem de Marte” (1946), “O Diário das Estrelas” (1957), “Éden” (1959), “Solaris” (1961), “Cyberiada” (1967), “A Voz do Mestre” (1968), “Fiasco” (1986). Em 1957, publicou seu primeiro livro de não-ficção, “Dialogi”. Gradualmente foi passando da ficção científica à crítica social, filosofia e futurologia. Música Original: Eduard Artemyev (1937)
Compositor e ator, Eduard Artemyev é natural de Novosibirsk, Rússia, e estudou no Conservatório de Moscou sob Yuri Shaporin. Pioneiro da música eletrônica, começou a compor em 1967 num dos primeiros sintetizadores, o ANS desenvolvido pelo engenheiro soviético EvgenyMurzin. Colaborou com Andrei Tarkovsky nas trilhas de “Solaris” (1972), “O Espelho” (1974), “Stalker” (1979); com Andrei Konchalovsky (“Siberiade”, 1979) e NikitaMikhalkov (“Laços Familiares”, 1981). Assina mais de 150 trilhas musicais para cinema e televisão. 
Nota sobre “
Solaris
Não foram poucas as divergências entre Lem e Tarkovsky em relação à adaptação do romance para as telas.

Em entrevista por e-mail à Folha de S. Paulo, no ano de 2003, Lem escreveu:
“Eu definitivamente não gostei do ‘Solaris’ de Tarkovski. Ele e eu diferimos profundamente em nossa percepção do romance. Enquanto eu imaginava que o final do livro sugeria que Kelvin esperava encontrar algo extraordinário no universo, Tarkovski tentou criar a visão de um cosmos desagradável, seguida pela conclusão de que se deveria voltar imediatamente para a Mãe Terra. Estávamos como um par de cavalos arreados, cada um puxando a carroça na direção oposta”.

A ASCENSÃO (1976)
LarisaShepitko, Boris Plotnikov, Vladimir Gostyukhin, Sergey Yakovlev, URSS, Cor, 111 min.

Sinopse

Em um inverno frio da Segunda Guerra Mundial, dois partidários pró-soviéticos – Sotnikov e Rybak – vão buscar comida para si e para seus compatriotas. Eles encontram uma cabra na casa de um chefe alemão, mas seu retorno ao acampamento é interrompido quando eles são presos por uma patrulha nazista. Tomado prisioneiro, Sotnikov é fiel a suas crenças e se recusa a responder qualquer dúvida. Rybak, por outro lado, argumenta que, uma vez que não sabem nada, eles devem dizer-lhes tudo e fazer o que puderem para se manterem vivos. Direção: Larissa Shepitko (1938-79)

Realizadora soviética, esposa do também diretor ElemKlimov. Pupila de Alexander Dovzhenko até a morte deste, foi sua aluna por 18 meses no VGIK em Moscou.Autora de poucos filmes em sua curta carreira, foi muito bem vista pela crítica internacional, recebendo o Urso de Ouro por seu último filme, A Ascenção (1977). No ano seguinte ao prêmio, participou do júri no mesmo Festival de Berlim. Ela estava com sua equipe, procurando locações para um próximo filme, quando sofreu um grave acidente de carro e veio a falecer. Klimov completou o projeto em homenagem à esposa – “A Despedida” (1983). Dirigiu também “Você e Eu” (1971), 

“O Começo de Um Século Inimaginável” (1967). 

 
Argumento Original: VasilyBykov (1924-2003)

Nasceu na Bielorrússia. Serviu no Exército Vermelho durante a 2a. Guerra Mundial. Trabalhou como jornalista e depois como escritor. Foi indicado para o prêmio Nobel de Literatura, em 1998. Escreveu “Os Mortos Não Sentem Dor” (1965), “A Provocação” (1970), “Pacote de Lobo” (1975), “Sinal do Infortúnio” (1983), “A Parede” (1997). Suas histórias deram origem a 17 filmes para cinema e televisão.

 
Música original: Alfred Shnitke (1934-98)

Nascido em Engels, região autônoma para os alemães étnicos no rio Volga, Alfred Schnittke estudou piano em Viena, onde trabalhou como correspondente de um jornal soviético. Em 1953, ele se mudou para o Conservatório de Moscou. Escreveu mais de 60 trilhas musicais de filmes entre 1961 e 1984, em estilos populares dramaticamente diferentes de sua música para concerto, influenciada fortemente por Mahler, Ives e Pousseur.

SONHOS (1993)
KarenShakhnazarov e Aleksandr Borodyansky (1993), com  AmaliyaMordvinova, OlegBasilashvili, ArmenDzhigarhanyan, Arnold Ides, Rússia, Cor, 78 min.

Sinopse
Na década de 90 do século 19, a condessa Prizorova sonha que é MashaStepanova, faxineira de um bar em Moscou, no ano de 1993. Em suas incursões ao futuro a aristocrata vê o marido vender fotos dela nua na rua, a fim de ganhar o dinheiro necessário para comprar comida pelos preços altamente inflacionados – com Yeltsin chegaram a 2000%. Mais tarde, os funcionários do governo a intimam a servir de atração sexual para convencer um representante do FMI a liberar os créditos prometidos, mas não concedidos à Rússia. Ácida reflexão de Shakhnazarov sobre o vazio moral e a imitação das piores práticas ocidentais produzidas na Rússia pela restauração capitalista.

Direção e Argumento Original: Karen Shakhnazarov (1952),
AleksandrBorodyansky (1944)
Nascido em Krasnodar, na região de Kuban, no Cáucaso, Karen GeorgievichShakhnazarov formou-se, em 1975, pelo VGIK (Instituto Estatal de Cinema). Em 1987, seu filme “O Mensageiro” recebeu prêmio especial no 15o. Festival Internacional de Moscou. Dirigiu 13 longa-metragens, entre os quais “Cidade Zero” (1988), “O Assassino do Czar” (1991), “Sonhos” (1993), “A Filha Americana” (1995), “A Cidade dos Ventos” (2008), “A Enfermaria Número 6” (2009), “Tigre Branco” (2012). Com muitos prêmios nacionais e internacionais, seus filmes apresentam uma densa reflexão crítica sobre a restauração do capitalismo e o desmembramento da União Soviética. Assumiu em 1998 a direção geral do Mosfilm, o maior estúdio de cinema da Rússia.

Aleksandr EmmanuilovichBorodyansky nasceu em Vorkuta, Rússia. Estudou Engenharia Civil em Kiev, formou-se como roteirista no VGIK (Instituto Estatal de Cinematografia) em 1973. Escreveu mais de 50 roteiros para filmes e séries de televisão, entre os quais “Afonya” (GeorgiyDaneliya, 1975), “Dusha” (Aleksander Stefanovich, 1981), “Cidade Zero” (Karen Shakhnazarov, 1989), “Sonhos” (Karen Shakhnazarov, 1993), “Oligarch” (Pavel Lugin, 2002), “A Estrela” (Nikolay Lebedev, 2002), “Tigre Branco” (Karen Shakhnazarov, 2012).

Música Original: AnatolyKroll (1943)
AnatolyKrollOscherowitsch, pianista, arranjador, maestro, compositor de jazz e música popular, nasceu emChelyabinsk, nos Urais. Em 1960, com apenas 17 anos, foi maestro e diretor musical da Orquestra de Variedades do Uzbequistão. Em 1963 fundou sua Tula Jazz Band. Em 1991 tornou-se diretor do teatro musical em Moscou “Temp”. Fundou a Big Band ISS (1992-99). É diretor artístico e maestro da Banda Akademik de Gnessin. Escreveu música para diversos filmes, especialmente de Karen Shakhnazarov.

O CAMINHO PARA BERLIM (2015)
Serguey Popov (2015), com Amir Abdykalov, YuriyBorisov, MaksimDemchenko. Rússia, Cor, 82 min.

Sinopse
Condenado por covardia à pena de fuzilamento, tenente russo cruza a estepe escoltado por soldado cazaque até o posto de comando, local da execução. Para chegarem ao destino, eles terão que enfrentar juntos o cerco alemão. Baseado no romance “Dois na Estepe” de EmmanuilKazakevich e nos diários de guerra de  KonstantinSimonov, o filme foi lançado em 2015 por ocasião das comemorações do 70º. aniversário da vitória do Exército Vermelho sobre o fascismo. Os acontecimentos que ele evoca ocorreram no verão de 1942, na Frente Sul. O filme foi premiado com a menção ecumênica do júri do Festival Internacional de Montreal (2015).

Direção: Serguey Popov (1974)
Serguey Aleksandrovich Popov, nasceu em Moscou. Em 1997, ingressou no VGIK (Instituto Gerasimov de Cinematografia), indo estudar na faculdade de direção de longas-metragens, na oficina dirigida por Karen Shakhnazarov e Andrey Eshpay. Formou-se em 2002, apresentando como trabalho de conclusão de curso o filme “Revelação”. Nos anos 2002-2003 foi diretor dos programas “Novo Século” e “Cauda de Cometa” na TVS. Atua como diretor de cinema e séries de televisão, tendo realizado, entre outras criações, “Caçadores” de Ícones” (série de TV, 2005), “Amigo ou Inimigo?” (série de TV, 2006), “Sol Frio” (2008), “Desejo” (2009), “Furtseva” (série de TV, 2011), “Quinta-Feira, Dia 12” (2012), “A Sétima Runa” (série de TV, 2014), “O Caminho para Berlím” (2015).

Argumento Original: EmmanuilKazakevich (1913-62),
KonstantinSimonov (1915-79)
Filho de HenekhKazakevich, editor da revista literária “O Mundo Vermelho”, editada em idiche, EmmanuilGenrikhovichKazakevich nasceu em Kremenchuk, Ucrânia. No início dos anos 1930, mudou-se para a região autônoma judaica de Birobidzhan, onde se tornou presidente de um kolkhoz. Publicou na imprensa local seus poemas escritos em idiche, bem como traduções dos poetas russos. Ingressou no Exército Vermelho em 1941. Seu primeiro romance em língua russa, “A Estrela”, ganhou o Prêmio Stalin em 1948. A história foi adaptada para cinema por Aleksandr Ivanov (1953) e Nikolai Lebedev (2002). Seguiram-se “Dois na Estepe” (1949), “Primavera no Oder” (1949), “O Coração de um Amigo” (1953), “A Casa na Esquina”(1957), “A Luz do Dia” (1961) e “O Caderno Azul” (1961).

Autor do poema “Espere Por Mim” (1942), um dos mais conhecidos da literatura russa, o poeta, dramaturgo e romancista Konstantin Mikhailovich Simonov nasceu em São Petersburgo. Estudou no Instituto Gorky de Literatura. Sua primeira peça, “A História de Um Amor”, foi encenada no Teatro Lenin Komsomol em 1941. Durante a guerra, alistou-se no Exército. Grande parte de sua correspondência militar foi publicada na revista “Estrela Vermelha”. Foi secretário da União dos Escritores da URSS (1946-50 e 1967-69). Teve várias obras adaptadas para cinema, entre elas a peça “O Povo Russo” que deu origem ao filme “Em Nome da Pátria” (VsevolodPudovkin, DmitriVasilyev, 1943), “Espere Por Mim” (Aleksandr Stolper, 1943), “Dias e Noites” (Aleksandr Stolper, 1945), “Os Vivos e os Mortos” (Aleksandr Stolper, 1945), “A Questão Russa” (Mikhail Romm, 1947), “Normandia – Neman” (Charles Spaak e Elsa Triolet, 1960), “Vinte Dias Sem Guerra” (AlekseiGerman, 1976).

Música Original: Roman Dormidoshin (1974)
Nasceu na cidade de Podolski, nas proximidades de Moscou. Formou-se em piano e composição no Conservatório Estatal de Moscou. Suas obras abarcam o campo da música sinfônica, popular e eletrônica. Estreou no cinema em 2001, escrevendo a música de “Dia de Dever” (Roman Krushchev). Entre suas obras se incluem as trilhas de “Sol Frio” (Serguey Popov, 2008), “Pechorin” (Roman Krushchev, 2011), a refilmagem do clássico “Auroras Nascem Tranquilas” (RenatDavletyarov, 2015), “O Caminho Para Berlim” (Serguey Popov, 2015).

 

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