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Há 49 anos Martin Luther King era assassinado

Passava das 18h quando King saiu na sacada do hotel onde estava hospedado. Do seu lado se encontrava o reverendo Jesse Jackson

Luís Alberto Alves

O mês de março de 1968 estava hostil aos lixeiros que trabalhavam em Memphis, Tennessee. Ganhavam a miséria de 1,70 dólar por hora e nos dias de frio intenso precisavam estar nas ruas, quando os funcionários brancos eram dispensados do serviço. Foi visando solucionar a greve que havia começado no dia 12, que o pastor Martin Luther King, 39 anos, viajou àquela cidade.

No dia anterior ele havia pregado numa igreja o sermão “Eu estive no topo da montanha”. Profeticamente disse que “só queria cumprir a vontade de Deus. Estou feliz nesta noite. Não tenho nenhum temor. Não tenho medo de nenhum homem. Meus olhos têm visto a Glória da vinda do Senhor…”

Passava das 18h quando King saiu na sacada do hotel onde estava hospedado. Do seu lado se encontrava o reverendo Jesse Jackson. De repente um tiro de rifle atingiu o pescoço do pastor que havia ganho o Prêmio Nobel da Paz em 1964 na luta pelos Direitos Civis. Uma hora depois morria e os Estados Unidos explodiam em diversas manifestações violentas.

O assassinato de King ajudou no término da greve de maneira favorável aos lixeiros. O homicida, James Earl Ray, foragido, foi capturado em Londres e condenado a 99 anos de prisão.

 

 

 

 

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