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63 anos sem Getúlio Vargas

Luís Alberto Alves/Hourpress

Fim: Por volta das 8h30min de 24 de agosto de 1954, o então presidente da República, Getúlio Vargas deu um tiro no próprio peito, em seu quarto no Palácio do Catete, sede do governo federal na capital Rio de Janeiro. Como deixou claro na sua carta testamento, “saiu da vida para entrar na história”. Enfrentando forte oposição, principalmente com apoio das Organizações Globo, por meio do jornal O Globo, Vargas sentiu que o seu governo estava no fim.

Líder da Revolução de 1930, que destruiu com a República Velha, foi presidente em duas gestões: na primeira, ficou 15 anos no poder, como governo constitucional, eleito presidente pela Assembleia Nacional Constituinte de 1934; e de 1937 a 1945, durante o Estado Novo, após um golpe de estado.  No segundo mandato, eleito diretamente, de 1951 a 1954.

Seu maior crítico foi o jornalista Carlos Lacerda, que repetiu a mesma postura contra o presidente João Goulart, deposto pelos militares em 31 de março de 1964, que após a morte de Vargas, precisou sair do Brasil para não ser morto pela população. A gráfica do jornal O Globo,  crítico mordaz do governo, acabou invadida e teve suas instalações depredadas.

 

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