15032017luis-temer-exterminador

Agosto chega ao fim e o desgoverno Michel Temer continua destruidor

Foi desencadeada uma campanha contra o sindicalismo, como se ele fosse o culpado por todas as mazelas praticadas neste país

*Isaac Wallace de Oliveira

O mês de agosto, que para muitos é sinônimo de desgosto, chega ao fim, mas o desgoverno do presidente Michel Temer prossegue na destruição de todo tipo de direito assegurado à população. Em outras áreas continua o massacre, como a entrega das riquezas do subsolo da floresta amazônica ao capital internacional.

No dia 13 de novembro entra em vigor a Lei 13.467/2017, que desfigurou completamente a CLT, arcabouço de leis protetor do trabalhador. A fúria foi tão grande que o Congresso Nacional passou por cima do artigo 7º da Constituição Federal, onde está escrito que nenhuma lei pode ser criada para piorar a situação da população em seus direitos.

Obedecendo às ordens da CNI (Confederação Nacional da Indústria) entrou neste balaio de gato a extinção do imposto sindical, dinheiro com o qual as entidades sindicais, entre elas as patronais, as confederações, federações, centrais, sindicatos, e o ministério do Trabalho, se mantinham de pé.

Foi desencadeada uma campanha contra o sindicalismo, como se ele fosse o culpado por todas as mazelas praticadas neste país. Parcela do trabalhador concordou, acreditando que os patrões são bons e nunca tiveram interesse de ressuscitar o regime escravagista, extinto pela Lei Áurea em 1888. Se enganaram. O que era ruim poderá ficar pior, caso a Lei 13.467/2017 não sofra mudanças através de Medida Provisória.

Mas os momentos de lutas atiçam a criatividade. Engana-se a elite imaginando que o sindicalismo morrerá por causa destes covardes ataques. Encontraremos mecanismos para manter nossas entidades em funcionamento e defendendo a classe trabalhadora. Prova disto tivemos durante o período mais cruel do regime militar, onde integrar diretoria de qualquer sindicato era sinônimo de morrer sob tortura ou desaparecer para sempre!

Conseguimos sobreviver. Muitos companheiros perderam suas vidas, menos a dignidade. Ficamos confortados porque o presidente Michel Temer não será eterno, assim como parte deste Congresso Nacional que virou as costas aos eleitores ao aprovarem leis tão danosas aos trabalhadores. Prosseguiremos lutando. Alcançaremos a vitória, mesmo sob clima tão terrível de pessimismo. No auge da ditadura militar muitos não acreditavam que aquele terrível pesadelo chegaria ao fim. Não será diferente agora. Nestes três meses para terminar 2017 acredito em boas ações acontecendo ao nosso favor.

*Isaac Wallace de Oliveira é presidente da Ferquimfar (Federação dos Trabalhadores nas Indústrias do Ramo Químico, Farmacêutico e Material Plástico do Estado do Rio de Janeiro) e secretário-geral da Força Sindical/RJ

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