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Pesquisa aponta que 58% dos brasileiros tentam reduzir o consumo de sal

O sal, em excesso,  é o responsável pela hipertensão arterial. E claro da morte de muitas pessoas

Redação/Hourpress

O sal ou sódio, como aparece nas embagens de qualquer produto vendidos no comércio, é o grande vilão da saúde. Por desconhecimento, a maioria da população consome grandes quantidades e acaba sabotando, em longo prazo, a própria saúde. O sal, em excesso,  é o responsável pela hipertensão arterial. E claro da morte de muitas pessoas.

O estudo Alimentação Saudável – Tendências 2017, realizado pela Mintel, fornecedora global de pesquisa de mercado, mostra que a população brasileira está procurando adotar hábitos alimentares mais saudáveis. Entre as atitudes tomadas para melhorar a alimentação, 58% afirmaram tentar diminuir o consumo de sal e 52% o de açúcar. Outros 52% dos entrevistados responderam que procuram ingerir mais alimentos e bebidas ricos em fibras e proteínas.
Para David Oliveira, diretor de marketing da Superbom, empresa alimentícia especializada na fabricação de produtos saudáveis, a saúde é um fator determinante para que as pessoas passem a se alimentar de forma mais saudável e equilibrada. Um estudo do Ministério da Saúde mostrou que o número de brasileiros diagnosticados com diabetes cresceu 61,8% nos últimos 10 anos.

Doenças como hipertensão arterial e obesidade, também aumentaram significativamente. “A população está começando a entender que estas enfermidades estão associadas diretamente aos hábitos alimentares. Por isso buscam, aos poucos, modificar o próprio cardápio”, pontuou. 
A pesquisa indica ainda que 40% dos entrevistados, com idade entre 16 e 24 anos, acreditam que refeições prontas fazem muito mal à saúde quando consumidas com muita frequência. Enquanto 43%, da mesma faixa etária, considerariam pagar mais caro por uma refeição pronta que apresentasse benefícios funcionais como vitaminas, fibras e proteínas.
Consumo de carne 
O estudo revela também que a ingestão de carnes e outras proteínas animais está diminuindo. Ao todo, 37% informaram que, apesar de não adotarem o vegetarianismo, estão limitando o consumo de carne vermelha e aves no geral. “Essa tendência cresce cada vez mais. Já existe um termo para designar pessoas que na maior parte do tempo são adeptas ao vegetarianismo, mas comem carne de vez em quando, que é o chamado flexitariano. Pensando nesse público, lançamos até uma nova linha de proteínas à base de ervilha, com opções para quem está em transição alimentar, para os ovolactovegetarianos e até os vegetarianos estritos”, explicou.
O consumidor também está mais consciente quanto à origem da proteína animal que costuma consumir, 36% dos entrevistados afirmaram que tentam adotar o hábito de procurar informações sobre a origem dos ingredientes, métodos de produção e cadeia produtiva nos rótulos das embalagens.
“A sociedade está se informando melhor sobre a procedência dos alimentos que chegam até a mesa. Com isso, a cobrança e as exigências estão maiores. É papel de toda a cadeia produtiva em que a indústria alimentícia está envolvida estar atenta a essas demandas, para desenvolver produtos mais saudáveis, saborosos e por um preço justo”, finalizou.

 

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